Chimpanzé-pigmeu: comportamento e alimentação

maio 14, 2020
No chimpanzé-pigmeu, há uma grande diferenciação facial, fator que também ocorre nos humanos.

Dizem que o chimpanzé-pigmeu é o primata mais próximo do homem devido aos seus hábitos e comportamento. Neste artigo, vamos contar tudo o que você precisa saber sobre nossos ‘primos’.

Características físicas do chimpanzé-pigmeu

O nome científico do chimpanzé-pigmeu é Pan Paniscus, embora também seja conhecido como chimpanzé-anão ou bonobo. Sua aparência é muito semelhante ao chimpanzé comum, mas seu rosto é preto, suas orelhas menores e suas pernas mais longas.

Uma característica marcante é que existe uma grande diferenciação facial entre os espécimes, assim como acontece com os seres humanos.

Ele pode medir um metro de altura, possui lábios rosados, narinas largas e pelos longos na cabeça. Ao contrário de outros primatas, as fêmeas do chimpanzé-pigmeu têm seios proeminentes.

Habitat e alimentação do chimpanzé-pigmeu

O chimpanzé-pigmeu vive em florestas úmidas e densas da África Central. Devido à perda do seu habitat natural e caça furtiva, o bonobo está em perigo de extinção e tem cada vez menos espaço natural para viver. Pode ser encontrado ao norte do rio Kasai e ao sul do rio Congo, na República Democrática do Congo.

Quanto à sua alimentação, eles são principalmente frugívoros. Ocasionalmente, podem se alimentar de insetos e muito raramente podem capturar pequenos mamíferos, como esquilos. Eles não caçam outros macacos, como é o caso dos chimpanzés comuns.

Habitat e alimentação do chimpanzé-pigmeu

As tribos são divididas em pequenos grupos, responsáveis ​​por obter comida. Depois, eles se reúnem em um local “central”, quando o sol se põe, para dormir.

Comportamento sexual

Visto que na maioria dos casos o chimpanzé-pigmeu anda na posição vertical, ele é considerado o primata mais semelhante ao ser humano.

Dentro de sua sociedade, as relações sexuais desempenham um papel preponderante. Elas são usadas ​​para se cumprimentar, resolver conflitos e se reconciliar, assim como para “pagar favores” ou fazer trocas por comida.

Os chimpanzés-pigmeus têm práticas sexuais que compartilham apenas com os seres humanos, como beijar na boca e fazer sexo ‘cara a cara’.

Uma questão interessante sobre o seu comportamento sexual é que eles não formam relacionamentos estáveis ​​com um único parceiroAlém disso, sabe-se que entre eles existe um ‘código’ pelo qual as fêmeas não acasalam com os próprios filhos, mas sim com o restante dos machos, independentemente da idade.

Embora sua atividade sexual seja maior em relação a outros primatas, isso não se traduz em uma taxa de reprodução mais alta. Entende-se então que o sexo é frequentemente usado como um mecanismo para fortalecer os laços no núcleo da “família” e evitar a violência, e não apenas como um meio de reprodução.

Comportamento sexual 

Comportamentos sociais do chimpanzé-pigmeu

Um dos comportamentos que mais atrai a atenção dos cientistas e pesquisadores é que o chimpanzé-pigmeu realiza o que é conhecido como ‘contato afetivo’ ou ‘conforto’ a um espécime que foi vítima de uma agressão ou acidente.

Essa proteção reduz o estresse sobre os atacados ou feridos e serve para evitar conflitos futuros. Como se diz popularmente, ele ‘coloca panos quentes’ em uma situação para que ela não piore.

Por outro lado, ficamos surpresos com o fato de que, embora as fêmeas sejam menores que os machos, seu status social é maior. Além disso, o vínculo entre mãe e filho é tão forte – até a cria chegar pelo menos aos cinco anos de idade – quanto nos seres humanos.

Por fim, vale a pena notar que os chimpanzés-pigmeus têm consciência de si mesmos. Eles se comunicam com sons e através de expressões faciais ou gestos com as mãos.

Inclusive, em um abrigo especializado para primatas, foram ensinadas 500 palavras a dois exemplares dessa espécie. Eles se expressam usando um teclado especial. Por esse motivo, a comunidade científica afirma que eles deveriam ter os mesmos direitos que os seres humanos.

De Waal, F. B. M. (2006). Bonobo Sex and Society. Scientific American Sp. https://doi.org/10.1038/scientificamerican0606-14sp