Curiosidades sobre o diabo-da-tasmânia

fevereiro 19, 2020
O diabo-da-tasmânia é um pequeno animal australiano que, infelizmente, está correndo risco de extinção.

O diabo-da-tasmânia, conhecido cientificamente como Sarcophilus harrisiié o maior carnívoro marsupial do mundo. Atualmente, só é encontrado de forma selvagem na ilha da Tasmânia.

Características do diabo-da-tasmânia

O diabo-da-tasmânia tem um corpo robusto, com dimensões variadas, dependendo da dieta, habitat e idade. Geralmente, o peso dos machos varia entre 7 e 13 quilos, enquanto as fêmeas não excedem os 9 kg.

Ele tem uma pelagem densa, preta ou acastanhada, com a presença de uma mancha esbranquiçada na área da garganta, nas laterais ou nas costas. Seu focinho costuma ser mais rosado.

Suas patas dianteiras são um pouco mais longas que as traseiras e a sua cabeça é caracterizada por atingir um tamanho grande e estar equipada com uma mandíbula poderosa.

Com dois anos de idade, quando amadurece sexualmente, o diabo-da-tasmânia adquire um tamanho adulto definitivo de 50 a 80 centímetros, com uma cauda que tem quase a metade do comprimento do seu corpo.

Hábitos reprodutivos, nutricionais e comportamentais

Esta espécie é caracterizada por ter uma longevidade média não superior a cinco anos, uma vez que a maioria dos filhotes, após deixar o núcleo da família, tem dificuldade para se alimentar ou é ameaçada por algum tipo de competidor.

Características do diabo-da-tasmânia

Sexualmente, são conhecidos pela sua promiscuidade e se reproduzem uma vez por ano entre os meses de fevereiro e junho. O período de gestação é de 21 dias e, embora o número de filhotes possa exceder os dez, apenas um máximo de quatro será viável, pois a fêmea possui apenas quatro mamilos para amamentar. Após o parto, os filhotes permanecerão no marsúpio até o desmame.

No que diz respeito à alimentação, o diabo-da-tasmânia é um predador oportunista e, apesar da sua grande capacidade de caça, sua dieta costuma ser composta por carniça.

Quando ele opta por presas vivas, combina a emboscada com perseguições de curta distância, podendo atingir velocidades de 25 km/h por até 1,5 km.

Embora a sua dieta seja variada e oscile dependendo da disponibilidade, quando se trata de presas vivas, ele prefere os vombates, os dipodomys e até animais de criação, como as ovelhas.

Além disso, eles também podem consumir insetos, larvas, répteis e materiais vegetais que encontram em seu caminho.

Alimentação do diabo-da-tasmânia

Para caçar, ele prefere as noites ou o crepúsculo e, durante o dia, geralmente se esconde na vegetação rasteira ou fica em pequenas cavernas. Caracterizam-se por ser solitários e, quando vários indivíduos coincidem em torno da mesma fonte de alimento, podem desenvolver atitudes agressivas, apesar de não serem territoriais. Durante a caçada, eles emitem vários gritos e grunhidos.

Habitat e estado de conservação

Segundo dados do governo da Austrália, o diabo-da-tasmânia é encontrado em toda a Tasmânia, bem como em algumas ilhas costeiras. As espécies desapareceram do continente australiano há 400 anos devido à sua competição com os dingos e à crescente aridez.

Esta espécie tem uma preferência pelas florestas secas e mistas de esclerófilos, além da região costeira oriental e da costa noroeste da Tasmânia. Ele evita florestas úmidas e densas em áreas de maior altitude.

Uma das principais causas de morte que contribuem para a sua curta longevidade é a doença conhecida como tumor facial do diabo-da-tasmânia (DFTD), que significou uma redução de 80% da sua população nos últimos 20 anos.

Os animais que contraem a doença, pois se trata de um tipo de tumor transmissível, são diferenciados por lesões ao redor do focinho, que posteriormente se expandem por todo o corpo.

Atualmente, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) considera o diabo-da-tasmânia como uma espécie em risco de extinção.