Conheça a iguana-marinha dos Galápagos

abril 15, 2019
A iguana-marinha é a única da família que vive em ambientes aquáticos e se alimenta exclusivamente de algas. Por ser de coloração preta, pode absorver melhor a luz e o calor do sol

Quando pensamos no Arquipélago de Galápagos, imaginamos dois animais: a tartaruga gigante e a iguana-marinha. Neste artigo nós falaremos sobre o último, uma espécie endêmica e extraordinária que vale a pena conhecer.

Habitat da iguana-marinha

Seu nome científico é Amblyrhynchus cristatus; este é um réptil escamoso que pertence à família Iguanidae. É uma espécie endêmica das Ilhas Galápagos, que habita as costas rochosas deste arquipélago do Equador, embora também seja possível encontrá-lo em praias e manguezais locais.

É a única iguana desse tipo e, além disso, nenhuma outra depende do ambiente marinho como ela.

Características e comportamento da iguana-marinha

Os machos das iguanas-marinhas medem aproximadamente um metro e meio e podem pesar até 15 quilos. As fêmeas têm a metade do tamanho e são muito mais leves.

Como são animais de sangue frio, eles precisam passar muitas horas por dia ao sol, nas rochas da costa. Desta forma, elas aumentam a temperatura do corpo. Por serem de coloração preta, absorvem o calor mais rapidamente quando saem das águas frias ou depois de serem “cobertas” pelas ondas na costa.

Ao nadar, a iguana-marinha diminui a frequência cardíaca com o único objetivo de não perder o calor acumulado. Elas podem até parar o seu batimento cardíaco por vários minutos sem risco de morrer.

Características e comportamento da iguana-marinha

Além disso, elas podem submergir até 10 metros de profundidade graças às membranas que apresentam entre os dedos… Elas são excelentes nadadoras!

Devido ao seu tamanho e ao fato de terem espinhos desde a cabeça até a cauda, os machos adultos não têm predadores naturais nas ilhas. No entanto, as fêmeas, os ovos e os filhotes não podem contar com a mesma sorte: podem ser presas das cobras ou do falcão de Galápagos.

No que diz respeito à reprodução, as fêmeas emitem odores muito fortes para “chamar” os machos, que acasalam com mais de um par na mesma estação. Eles são responsáveis ​​por encontrar vários materiais para construir um ninho que seja o mais seguro possível.

Além disso, garantem que os ovos sejam mantidos na temperatura correta para sobreviver. Vale a pena notar que o ovo da iguana-marinha não eclode como os dos pássaros e, desde que os filhotes nascem, eles devem cuidar de si mesmos.

Alimentação

Um fato muito curioso sobre a iguana-marinha é que ela se alimenta quase inteiramente de algas marinhas. Os machos adultos são os únicos capazes de nadar para conseguir comida porque são maiores. Tanto as fêmeas quanto os filhotes devem esperar que a maré baixe para pegar sua comida, ou seja, as algas que ficam presas às superfícies rochosas.

O peso da iguana-marinha pode variar até 25%, dependendo da época do ano e dos alimentos disponíveis. Na primavera e no verão há mais algas e, portanto, elas armazenam gordura para o inverno e o outono, quando a população de vegetação marinha é reduzida.

Dieta da iguana-marinha

Ainda que tenham dentes e garras afiadas, elas não comem carne, como alguns acreditam erroneamente. Essas “ferramentas” servem para raspar as algas presas às rochas.

Além disso, vale a pena notar que a iguana-marinha deve liberar o excesso de sal que ingere através das algas. Como elas fazem isso? Elas expelem o sal na forma de cristais através da glândula nasal… como se estivessem espirrando!

Devido à vida humana nas Ilhas Galápagos, a iguana-marinha é uma espécie vulnerável que pode ser atacada por cães e gatos ou ficar presa entre redes de pesca. Entre outros riscos para o réptil estão a poluição das águas e praias, porque elas podem comer resíduos plásticos pensando que são algas. Além disso, devemos falar sobre a caça por esporte e as más práticas turísticas.

A iguana-marinha é uma espécie incrível que foi capaz de se adaptar a um ambiente hostil e longe de qualquer outro ecossistema, e é por isso que vale a pena cuidar delas e protegê-las.

  • Gelin, A., & Gravez, V. (2002). Las aguas Costeras En: Reserva Marinade Galápagos. In Reserva Marina de Galápagos. Línea Base de la Biodiversidad.