Macaco sagui: características e alimentação

agosto 19, 2019
O sagui é um primata monogâmico com claros hábitos hierárquicos e territoriais que, para se comunicar, usa diferentes vocalizações.

O macaco sagui chama a atenção pelo seu tamanho pequeno e pela capacidade de subir em árvores com facilidade. O que chamamos de sagui é, na verdade, uma família de primatas americanos ou de macacos do novo mundo. Saiba mais sobre eles neste artigo.

Características do macaco sagui

O termo ‘macaco sagui’ agrupa todas as espécies das famílias dos calitriquídeos e dos Pitheciidae, bem como os gêneros Callithrix (o mais conhecido), Leontopithecus, Saguinus e Callimico.

Todos eles vivem na América, e o mais famoso é o sagui comum (Callithrix jacchus), uma espécie endêmica das florestas do Brasil. Ele vive às margens de dois rios muito importantes: o São Francisco e o Paranaíba.

De tamanho pequeno – medindo entre 18 e 25 centímetros e pesando cerca de 400 gramas – este macaco tem o rabo maior do que o corpo – com aproximadamente 35 centímetros – e dois grandes tufos de pelo branco nas laterais da cabeça.

Seu pelo é cinza, preto e marrom em diferentes tons.

O sagui comum é monogâmico, ou seja, tem o mesmo parceiro durante a vida toda e vive em grupos de cerca de 20 exemplares. Ele tem claros hábitos hierárquicos e territoriais, em um território de seis hectares.

Nesta extensão, ele pode compartilhar árvores e alimentos com outro macaco sagui, o mico-estrela (seu nome científico é callithrixpenicillata), cujo corpo é preto com ‘pinceladas’ brancas, tanto no rosto quanto nas costas.

Ele também tem um longo rabo e tufos de pelos ‘despenteados’ nas laterais da cabeça.

Características do macaco sagui

Dentro da família dos Leontopithecus encontramos os micos ‘leões’ (daí o seu nome científico), porque eles apresentam uma espécie de juba em volta da cabeça. Eles também vivem no Brasil, pesam menos de um quilo e medem cerca de 30 centímetros.

Esses macacos vivem em grandes grupos familiares e os casais cuidam dos filhotes em conjunto: a mãe os amamenta em intervalos de poucas horas e o pai os leva nas costas de árvore em árvore.

A partir dos cinco meses de vida, os macacos deixam de ser alimentados com leite materno e, a partir do primeiro ano, eles se tornam independentes dos seus pais.

Eles têm hábitos noturnos e dormem nos galhos mais altos à noite para evitar predadores.

Para se comunicarem uns com os outros, esses primatas emitem diferentes sons. Vocalizam de forma sincronizada de manhã para anunciar a sua presença aos outros ‘vizinhos’. Durante o dia, anunciam várias ‘notícias’ com tons de voz diferenciados.

Alimentação da espécie

Embora a dieta dependa da localização geográfica em que vivem, a verdade é que a maioria dos saguis se alimenta de maneira semelhante e onívora, pois comem tanto plantas quanto pequenos animais.

Os micos-leões, por exemplo, usam suas garras para cavar a casca das árvores em busca de insetos, lagartixas e pequenas cobras, e complementam a sua dieta com frutas.

Os da família Saguinus – que vivem nas florestas e montanhas da América do Sul – se alimentam principalmente de frutas, caules e folhas, mas eventualmente ingerem insetos, aranhas, pequenos vertebrados e até mesmo ovos de aves.

Alimentação do macaco sagui

Outras espécies podem se alimentar de artrópodes (louva-a-deus, baratas, mariposas), fungos (do bambu), frutas macias, seiva de árvore, néctar de flores e pequenos vertebrados (rãs, lagartos e sapos).

Os dentes dos saguis são capazes de arrancar a casca das árvores e consumir tanto a seiva quanto a água depositada nos troncos. Suas garras afiadas e longas permitem fazer buracos ou capturar insetos entre os galhos.

O sagui é conhecido no mundo todo por seu tamanho pequeno, seu rosto curioso e seu longo rabo. Inclusive, esses primatas aparecem em muitos filmes.

Infelizmente, em alguns países eles são ‘usados’ em circos e outros shows com animais.

Solano, D., & Wong, G. (2009). Hábitat y población de mono tití (Cebidae: Saimirioerstediioerstedii) en la península de Osa, Costa Rica. Revista de Ciencias Ambientales. http://doi.org/10.15359/rca.38-2.6