O que é ecolocalização

· outubro 30, 2018
Graças à emissão de sons e sua posterior interpretação do eco que projetam sobre os objetos próximos, há animais que são capazes de se orientar no ar, na escuridão e no mar.

Você já pensou em como certos animais fazem para se localizar no mar ou no céu? Essa mesma pergunta foi a que muitos cientistas fizeram antes de abraçar o termo ecolocalização, o qual explicaremos neste artigo.

Ecolocalização: técnica para interpretar o meio ambiente

Ecolocalização é a habilidade de alguns animais de conhecer um ambiente, identificar perigos e encontrar presas.

Através da emissão de sons e da subsequente interpretação do eco que projetam em objetos próximos.

Este termo começou a ser usado pela primeira vez em 1938, após vários estudos sobre morcegos.

Vale a pena notar que nem toda a família Chiroptera usa esse mecanismo. Sim, ele é usado por golfinhos, cachalotes (ambos cetáceos) e algumas aves, como o Andorinhão e o guácharo.

Barcos e submarinos se baseiam nesse mesmo princípio para navegar. A ecolocalização é fácil de entender. Tome o morcego como exemplo, que tem uma visão muito fraca e que, além disso, caça à noite.

Por este mecanismo, ele pode encontrar comida e, também, evitar vários obstáculos, como uma árvore ou um predador.

Graças a este sistema de localização, ele saberá a distância que está de um objeto. Mas como ele sabe? Calculando o tempo entre a emissão do sinal e de quando ele é recebido novamente.

Mas é claro que é muito mais do que isso, já que, para decodificar essa mensagem, é necessário ter uma anatomia especial. 

No caso dos morcegos, suas orelhas estão posicionadas a uma certa distância uma da outra para entender melhor o que está acontecendo ao seu redor.

Ecolocalização em golfinhos

O outro exemplo mais conhecido de ecolocalização é o dos golfinhos (e cachalotes).

Neste caso, ela é realizada através da emissão de uma gama de sons, que viajam através da água e permitem obter muita informação sobre o que os rodeia.

Golfinho fêmea com sua mãe

Através de impulsos sonoros – conhecidos como cliques – de alta ou baixa frequência – um golfinho pode encontrar sua presa e, também, se reunir com outros de sua espécie. 

Para isso, obviamente, eles precisam de uma audição direcional sensível e uma inteligência superior.

Se nós analisarmos a fisionomia deste cetáceo, podemos ver que há uma camada de gordura oleosa nas laterais da cabeça e na mandíbula inferior, que permite a ele receber os ecos.

Quando o golfinho nada, ele move o crânio para os lados, para cima e para baixo. Desta forma, ele ‘explora’ o que está ao seu redor.

E os pássaros?

Ainda que os dois casos mais famosos de ecolocalização sejam o do morcego e o do golfinho, há também alguns pássaros que aprenderam essa técnica para se orientar. 

andorinhão é semelhante à andorinha (embora não estejam relacionados) e foi capaz de desenvolver um mecanismo que lhe permite saber onde se encontra, ainda que no escuro, já que dorme em cavernas.

Pássaro que utiliza a ecolocalização

Uma subespécie do mesmo pássaro das Ilhas Cook usa a ecolocalização fora da toca, da qual sai à noite para obter comida.

A Salangana papús é uma espécie de Andorinhão da Nova Guiné, capaz de usar a ecolocalização quando voa fora de seu refúgio.

Além disso, se diferencia de outras espécies porque não emite cliques simples e duplos, como seus parentes do gênero Aerodramus.

Finalmente, o guácharo, ou pássaro das cavernas, é frugívoro e noturno, usando este sistema para navegar em condições de baixa visibilidade.

Juntamente com seu apurado olfato, ele pode comer frutas antes do sol nascer.

Durante o dia, se protege em cavernas profundas e, assim que acorda, põe em funcionamento esse GPS especial que inclui cliques de grande frequência, audíveis sem problemas pelo ser humano.