Osga-comum, um réptil urbano

abril 20, 2020
Conheça a osga-comum, um pequeno réptil que se adaptou aos hábitos urbanos e que passeia por paredes e tetos em busca de insetos!

Hoje apresentamos a osga-comum (Tarentola mauritanica), um dos poucos répteis que se adaptam a habitats urbanos. Elas são encontradas em jardins e até mesmo dentro das casas, onde costumam ser toleradas, já que contribuem para o combate aos insetos.

Um réptil que soube expandir o seu território

Pertencente à família dos geconídeos, esse animal – inofensivo para os humanos – pode ser encontrado do norte da África até a Península Ibérica. Ele também está presente na Itália e na Grécia.

Além disso, assim como aconteceu ao longo da história com muitas espécies, de forma intencional ou acidental, ela chegou por meio de barcos a outros destinos; nesse caso, ao continente americano.

O seu habitat natural são os litorais secos e quentes, onde o sol está presente. No entanto, ela também costuma expandir o seu território para o interior dos países, até regiões que não sejam excessivamente frias. Além disso, ela pode ser vista em penhascos, desfiladeiros, cavernas, árvores e até mesmo debaixo das pedras.

Todo lugar que tiver fendas e espaços para se esconder é propício para a osga-comum. Por isso, ela vive em jardins e casas desabitadas e habitadas, desde que haja artrópodes para se alimentar.

Tarentola mauritanica

Apresentamos a osga-comum, um pequeno réptil que se adaptou aos âmbitos humanos e que costuma andar pelos tetos e pelas paredes das casas em busca de insetos.

Aparência física da osga-comum

Entre as características físicas da Tarentola mauritanica, podemos destacar:

  • Aparência robusta.
  • Mede entre 12 e 16 centímetros de comprimento.
  • O seu corpo é plano.
  • Pele verrugosa, por causa de várias linhas dorsais de pequenos tubérculos ou escamas.
  • Cauda longa, que se regenera se for perdida.
  • Cabeça larga, que tende a ser triangular.
  • Olhos proeminentes, nos quais se destacam pupilas verticais que se dilatam diante da escassez de luz.
  • Cor variável, em função da luz e do lugar onde ela se encontra. O seu dorso apresenta tons cinzentos, marrons ou pretos, e ela pode ter manchas. O ventre, por outro lado, é esbranquiçado ou amarelado.
  • Dedos com almofadinhas ou então pequenas lâminas adesivas, que agem como ventosas para que o animal possa andar, por exemplo, nas paredes e nos tetos.
  • Ela tem unhas em apenas dois dos cinco dedos de cada extremidade (no terceiro e no quarto dedos).

Comportamento da osga-comum

A osga-comum apresenta, em geral, uma maior atividade noturna. Durante as primeiras horas do dia, ela costuma tomar sol. No entanto, em regiões mais frias, ela hiberna. Finalmente, durante o verão, ela pode ser vista mais frequentemente em horários diurnos.

Osga-comum, um réptil urbano

Em âmbitos urbanos é comum vê-la se aproximando de lâmpadas e correndo rapidamente de barriga para baixo, ou então verticalmente, em busca de algum inseto. É um animal territorial e, ainda que costume ser silencioso, emite chiados agudos quando briga, sobretudo em épocas de acasalamento.

A fêmea põe dois ou três ovos de forma quase esférica, e de aproximadamente um centímetro de diâmetro, duas vezes por ano. Ela os coloca debaixo das pedras, nas cascas das árvores ou nas fendas das paredes. O tempo de incubação costuma ser de 14 semanas.

O réptil que deixou a má fama para trás

Para a sua sorte, a osga-comum não é uma espécie ameaçada. Aliás, o fato de ela compartilhar sua moradia com o homem costuma favorecer a expansão dos seus territórios.

Ficaram para trás as épocas obscuras nas quais ela era considerada um animal relacionado a atividades maléficas.

Entre as lendas que circularam sobre esse réptil, está a de que o cuspe dele poderia deixar os seres humanos carecas. No entanto, a verdade é que a Tarentola mauritanica nem sequer cospe, e hoje ela é até mesmo aceitável como animal de estimação. Em cativeiro, ela pode viver até oito anos.