Curiosidades sobre o porco-do-mar

janeiro 1, 2020
Por ser uma criatura que habita as profundezas oceânicas, é muito difícil que os cientistas reunam informações precisas e detalhadas sobre este animal.

O porco-do-mar vive nas águas profundas dos oceanos. Trata-se de uma criatura de corpo translúcido, patas tubulares, presentes até mesmo na sua cabeça, que se assemelham a antenas. Além disso, ele tem um apetite por coisas em decomposição.

O seu nome científico é Scotoplanes globosa e é uma espécie pertencente ao grupo equinoderme, no qual se incluem os pepinos-do-mar, os ouriços e as estrelas-do-mar. Ele habita todos os oceanos do mundo, e em algumas áreas representa 95% do volume total dos animais no fundo marinho.

Alguns dados curiosos do porco-do-mar

Esse animal foi descoberto pelo zoólogo sueco Johan Hjalmar Théel há mais de um século. Desde então, os pesquisadores descobriram que essas criaturas se reúnem ao redor de baleias mortas e de outros cadáveres afundados nas profundezas marinhas para se alimentarem da carne decomposta.

O porco-do-mar está presente em todos os oceanos do planeta

Talvez você não tenha ouvido falar do porco-do-mar antes e, por isso, você ache incrível saber que essa espécie pode ser encontrada em todos os oceanos do mundo. No entanto, só poderão vê-los aqueles que entrarem em águas muito frias e profundas, cerca de 3,7 milhas abaixo da superfície.

É por essa razão que os cientistas não puderam obter informação suficiente sobre eles. Entretanto, inferem que são criaturas sociais porque sempre são encontrados em grandes quantidades. Também já foi observado que o número encontrado depende do tamanho dos porcos-do-mar.

Curiosidades do porco-do-mar
Fonte: http://echinoblog.blogspot.com

Os grupos de mais de 1.000 indivíduos costumam ser compostos por porcos-do-mar pequenos. Já aqueles grupos nos quais as criaturas são maiores se reduzem a uns 100 exemplares por espaço ocupado, aproximadamente.

Não são antenas, também são pés

O porco-do-mar se move caminhando pelo leito marinho com os seus cinco ou sete pares de pés tubulares. Esses pés são apêndices que podem inflar e desinflar para se mover. Na parte superior da cabeça, o porco-do-mar tem estruturas que se parecem com antenas, mas, na realidade, são pés.

Esses apêndices superiores são pés tubulares modificados, iguais àqueles usados para andar. Contudo, os pés superiores podem ajudá-los a se impulsionar ao longo do oceano. Acredita-se que eles também tenham uma função sensorial para detectar o rastro químico de alimentos nas redondezas.

Os grandes agrupamentos seguem uma mesma direção

O porco-do-mar costuma ser encontrado em grandes grupos, sobretudo quando os recursos alimentícios são abundantes: como, por exemplo, quando há cadáveres de baleias e outros cetáceos no leito marinho e eles se reúnem para comer.

O que é estranho é que, ao cobrir o fundo do oceano, todos se orientam para a mesma direção. No entanto, os cientistas determinaram que esse comportamento não é decorrente do acaso.

A razão poderia ser que o porco-do-mar enfrenta a corrente prevalecente, talvez para detectar a decomposição do alimento e encontrar o melhor lugar para se alimentar.

Porco-do-mar no fundo do oceano
Fonte: https://www.mbari.org/

Eles servem de proteção aos caranguejos jovens

O porco-do-mar não é o único animal a viver a vida no fundo do oceano. Existem alguns pequenos caranguejos e caracóis que poderiam ser presas fáceis de predadores e, por isso, precisam de amparo. Assim, muitos transformam os porcos-do-mar em seus guardiões e se agarram a eles.

Por volta de 95% dos caranguejos-rei que ficam nas profundezas se agarram aos porcos-do-mar. Assim, é difícil que os pesquisadores detectem esses pequenos caranguejos à primeira vista. Isso sugere que os predadores também têm dificuldade para encontrá-los.

Eles também toleram outros animais parasitas

Sabe-se que o caranguejo-rei não é a única espécie que conhece as bondades do porco-do-mar. Uma grande variedade de animais, incluindo caracóis, vermes planos e até mesmo peixes pequenos, vivem dentro dos corpos dos porcos-do-mar.

Certamente, a vida nas águas profundas do mar é um desafio, especialmente para os animais mais jovens e diminutos que não sabem onde se esconder. Ainda que o benefício para o animal parasita seja, muitas vezes, evidente, os cientistas ainda procuram determinar se o porco-do-mar obtém algo dessa relação.

Estado de preservação e ameaças

O estado de conservação do porco-do-mar ainda não foi avaliado oficialmente. Entretanto, não se acredita que eles estejam em risco de extinção, devido à sua distribuição global e à quantidade aparentemente abundante da espécie.

A sua maior ameaça é a rede de arrasto nas águas profundas, já que um arrasto médio varre, captura e, obviamente, mata de 300 a 600 porcos-do-mar. Nesse sentido, talvez o arrasto deva ser classificado como uma prática que gera um problema sério para o futuro de várias espécies marinhas.