Você conhece a bolacha do mar?

julho 8, 2019
Você gostaria de saber que forma as bolachas da praia têm, como elas se movem e onde habitam? Saiba tudo isso e muito mais sobre esse grande desconhecido.

Quando foi encontrada pela primeira vez, muitos acreditavam que a bolacha do mar havia caído do céu. No entanto, esta ideia está muito longe da realidade.

Nas praias do Pacífico há círculos que parecem feitos de argila e que possuem uma espécie de flor esculpida que cobre quase todo o seu centro. Os índios começaram a pintá-los anos atrás para vendê-los, usando-os como um modo de vida.

Estes círculos nada mais são do que o esqueleto da bolacha do mar. Você gostaria de conhecer as suas características?

Afinal, o que é a bolacha do mar?

Pode parecer inacreditável, mas esse animal é considerado um ouriço-do-mar, embora sua forma seja totalmente arredondada. Outros acreditam que se trata de uma estrela do mar. Várias informações afirmam as duas coisas, então parece que não há acordo no momento.

No entanto, o que nos interessa saber é como elas são, de onde vêm e o que fazem. Como dissemos, sua forma é totalmente arredondada e do tamanho da palma da mão, embora possa haver algumas menores e outras maiores.

Sua concha, ou seu esqueleto, é coberta por pequenas farpas que parecem pelos e seguem os movimentos de seu corpo. Seus movimentos são circulares e podem fazê-las avançar, recuar ou se movimentar de lado.

Bolachas do mar

É comum vê-las na areia, apesar de ser um animal aquático, razão pela qual recebe seu nome. Suas farpas são as ajudantes de seu movimento, e muitos afirmam que os robôs de limpeza conhecidos como ‘rumba’ surgiram a partir da observação deste animal.

Elas têm cinco fileiras de poros em forma de pétalas, que usam para respirar. Acredita-se que elas existam há milhões de anos, já que foram encontrados fósseis que datam de mais de 422 milhões de anos.

Seu esqueleto

Todo mundo que vê o esqueleto de uma bolacha do mar pela primeira vez não acredita na perfeição de sua forma. Juntamente com a beleza de sua flor, que parece ter sido esculpida em sua camada superior, é impossível não classificá-la como uma bela obra da natureza!

É como se alguém a tivesse moldado, como se alguém tivesse tido tempo para desenhá-la e talhá-la.

Foi precisamente por causa dessa flor que muitos a chamaram de estrela do mar, pois tem cinco pontos, como uma estrela. Ela também tem quatro buracos ovais e finos, e sua cor é bege esbranquiçada, embora quanto mais tempo passe, mais branca fique e menos visível pareça ser sua flor.

Bolacha do mar na areia

Uma curiosidade sobre esta espécie é que, apesar de viver debaixo d’água, é capaz de sobreviver a predadores por ter a habilidade de ‘andar’ pela areia. No entanto, ela é muito frágil.

Na verdade, nas praias do Pacífico você vai encontrar muitos exemplares quebrados, e se tiver a sorte de encontrar uma completa e derrubá-la, mesmo na areia, terá que dizer adeus a ela, pois provavelmente vai se desfazer em mil pedaços.

Não é de surpreender que os povos indígenas as usem como pingentes e ornamentos depois de pintá-las com cores variadas, pois sua beleza é indescritível.

Uma capacidade única e impressionante da bolacha do mar

Cerca de uma década atrás, os cientistas descobriram algo impressionante sobre esse animal. Ele parece ter a capacidade de se clonar, embora isso só aconteça quando se sente em perigo.

Sim, se uma bolacha do mar se sentir atacada, ela produzirá uma pequena larva exatamente como ela, com a vantagem de passar despercebida pelo predador. Desta forma, pode pegar o predador de surpresa ou fazer com que a larva se torne a presa.

Sem dúvida, um animal incrível que vale a pena conhecer, você não acha? Certamente, você já está ansioso para ir ao Pacífico e ver alguns exemplares.

  1. Highsmith RC. Induced settlement and metamorphosis of sand dollar ( Dendraster excentricus) larvae in predator-free sites: adult sand dollar beds. Ecology. 1982;
  2. Barreiro AM, Recouvreux DOS, Hotza D, Porto LM, Rambo CR. Sand dollar skeleton as templates for bacterial cellulose coating and apatite precipitation. J Mater Sci. 2010;