Características das tartarugas marinhas

agosto 16, 2019
As tartarugas marinhas, das quais foram descobertas sete espécies, podem superar os 100 anos de vida.

As tartarugas marinhas estão entre os répteis aquáticos que mais passam tempo debaixo d’água, já que só pisam em terra firme para colocar seus ovos. Apesar de sua variedade, todas as suas espécies compartilham uma série de características físicas, alimentares e reprodutivas.

Até o momento, foram descobertas sete espécies pertencentes aos gêneros Cheloniidae e Dermochelyidae: a tartaruga-verde, a tartaruga-de-couro, a tartaruga-de-pente, a tartaruga-cabeçuda, a tartaruga-de-kemp, a tartaruga-oliva e a tartaruga-marinha-australiana.

Todas elas, com exceção da tartaruga-verde Chelonia mydas, que raramente deixa o ambiente aquático, são caracterizadas por suas longas travessias a nado, interrompidas pelos períodos de postura de ovos nas praias do litoral.

Principais características das tartarugas marinhas

Sua aparência física, incluindo a cor marrom ou esverdeada, tamanho e forma do casco, varia dependendo da espécie e está intimamente relacionada ao seu modo de vida.

No entanto, como regra geral, o comprimento das tartarugas marinhas fica entre 0,60 e 1,8 metro, seu casco é aerodinâmico e elas possuem patas dianteiras transformadas em barbatanas, bem como patas traseiras espalmadas que marcam a direção do nado.

Como característica física distintiva entre ambos os gêneros, se destaca a estrutura do casco. A Cheloniidae tem um casco superior rígido e um plastrão, ou casco inferior, com escamas. Por sua vez, a Dermochelyidae é caracterizada por ter um casco inferior menos denso.

Em relação à alimentação, cada espécie é especializada em um determinado tipo de presa. Sua dieta pode se basear em pequenos moluscos, invertebrados marinhos, como as esponjas marinhas, e até mesmo peixes. A tartaruga-verde é a única vegetariana.

Quanto à sua reprodução, durante a época de acasalamento – que ocorre a cada dois ou quatro anos – as fêmeas se dirigem para as praias do litoral para botar os ovos. O tempo de incubação é de cerca de dois meses, embora possa ser menor se for realizado sob condições de temperatura elevada.

Principais características das tartarugas marinhas

A eclosão ocorre à noite, quando os ovos geralmente estão em uma posição de relativa profundidade na areia, de modo que os filhotes, que têm um nascimento sincronizado, colaboram uns com os outros para alcançar a superfície.

Eles vão para o oceano instintivamente, e é a partir de então que começarão uma longa viagem marítima, que pode durar até mesmo décadas, até retornarem ao litoral como jovens tartarugas.

Habitat e ameaças

Em termos de habitat, embora tenham preferência por águas tropicais e subtropicais, especialmente quando se trata de acasalamento e alimentação, as tartarugas marinhas vivem em bacias oceânicas muito diferentes geograficamente.

Cabe destacar a capacidade da tartaruga-de-couro de suportar as baixas temperaturas do sul do Chile e do norte do Alasca, de onde elas migram para as águas temperadas para a postura de ovos.

Nos últimos anos, a intensa atividade humana nas proximidades do litoral em termos de construções, turismo e poluição representa uma grande ameaça para a alimentação e reprodução destes répteis.

As mudanças climáticas também estão afetando essa espécie, já que o aumento na temperatura condiciona tanto o número de filhotes quanto a proporção masculina dos mesmos, que se torna reduzida.

Ameaças às tartarugas marinhas

Por outro lado, embora a captura de tartarugas marinhas para obter o seu casco esteja diminuindo, tanto devido à conscientização dos cidadãos quanto pelo contexto legal em torno de sua proteção, as práticas japonesas de pesca ilegal persistem.

Além disso, no continente americano, principalmente na América Latina, elas continuam sendo vendidas como souvenirs juntamente com conchas de outras espécies marinhas em perigo de extinção.

Está em nossas mãos o compromisso por um consumo consciente como turistas e a prática de atividades que respeitem o meio ambiente, já que das sete espécies de tartarugas marinhas existentes, cinco correm o risco de desaparecer.