7 ectoparasitas que afetam aves de rapina

Neste artigo, vamos abordar brevemente as características dos 7 ectoparasitas mais comuns em aves de rapina.
7 ectoparasitas que afetam aves de rapina

Última atualização: 28 Dezembro, 2020

Os ectoparasitas são um dos problemas mais comuns que afetam as aves de rapina na natureza. Neste artigo, vamos falar sobre os sete mais comuns, todos da família dos artrópodes, tanto insetos quanto aracnídeos.

Ectoparasitas das aves de rapina

Carrapatos

Os carrapatos adultos são parasitas sugadores de sangue e podem atuar como vetores de microrganismos patogênicosNormalmente, as aves de rapina são infestadas quando passam um período de tempo sem voar, por exemplo, devido a fraqueza ou doença. Na verdade, vários carrapatos são normalmente encontrados no mesmo animal.

Ectoparasitas das aves de rapina
Fonte: https://www.elmundo.es

Eles ficam localizados em áreas com menos penas, como a cera do bico ou nas pálpebras. E se esses parasitas permanecerem no hospedeiro por tempo suficiente, uma vez que tenham consumido tanto sangue quanto possível, eles se soltam. Caso contrário, deverão ser removidos manualmente, tomando cuidado para que o aparelho bucal não fique dentro da ave.

Ácaros

Os ácaros são pequenos ectoparasitas que atacam a pele de mamíferos e pássaros. O chamado bicho-de-galinha (Dermanyssus  gallinae) vive em edifícios e ataca as aves de rapina à noite, causando irritações, lesões na pele e, ocasionalmente, anemia.

Ácaros
Fonte: https://seleccionesavicolas.com/

O ácaro do norte (Ornithonyssus sylviarum) é mais fácil de detectar no hospedeiro, geralmente sendo encontrado nas narinas e nas pálpebras. Normalmente, infesta o pássaro através da presa.

Ectoparasitas: pulgas

A pulga adulta é o único estágio parasitário. Elas não costumam ser muito comuns em aves de rapina, apenas como parasitas ocasionais, geralmente derivados de uma presa infestada ou de um ninho infectado.

Destaca-se a chamada ‘pulga de galinha ou pulga pegajosa’ (Echidnophaga gallinacea), espécie tropical, mas cada vez mais presente na Europa. É caracterizada por se aderir ao hospedeiro.

Ectoparasitas: Pulgas
Fonte: https://en.wikipedia.org/

Miíase

Miíases são doenças derivadas da infestação de tecidos vivos por ovos e larvas de moscas. As moscas adultas colocam seus ovos nas feridas abertas das aves de rapina.

Os ovos eclodem entre 8 a 24 horas, e as larvas se alimentam do tecido necrótico, agravando a ferida. Se a ave morrer de miíase, geralmente é devido à chegada desses insetos ao sangue, o que causa septicemia.

São doenças mais comuns em climas quentes, principalmente em climas tropicais.

Quando uma ave de rapina é admitida em um centro de recuperação, seus ferimentos devem ser examinados minuciosamente para garantir que não haja ovos ou larvas. E se houver, é preciso limpar bem, até mesmo usando soluções inseticidas.

Miíase
Fonte: https://cnnespanol.cnn.com/

Hippoboscidae

Os hippoboscidaes são ectoparasitas que possuem um ciclo de vida muito rápido, pois possuem apenas uma fase larval. As fêmeas colocam seus ovos nos ninhos das aves de rapina ou entre as suas penas. E o piolho adulto se alimenta do  seu sangue, que também pode transmitir outras doenças ao pássaro.

Fonte: https://en.wikipedia.org

Ele é relativamente comum em aves de rapina migratórias.

Ectoparasitas: piolhos mastigadores

Esses ectoparasitas são conhecidos como piolhos e são bastante comuns. Todo o seu ciclo biológico ocorre no hospedeiro: os ovos aderem às penas, passam por três estágios larvais e o adulto se alimenta de restos de pele, penas e sangue.

Ectoparasitas: piolhos mastigadores
Fonte: https://www.pisaagropecuaria.com.mx

Eles danificam as penas e causam irritação na pele. Tendem a se multiplicar em períodos de estresse, fraqueza ou doença, porque as aves não mantêm uma higiene adequada.

Mosquitos

A maioria dos mosquitos põe seus ovos na água. Suas larvas não são parasitas e passam por quatro mudas antes de se tornarem adultos. Apenas as fêmeas adultas são parasitas, sugadoras de sangue e podem transmitir microrganismos patogênicos.

Mosquitos

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  • Cooper J. Birds of Prey: health and desease. 3rd ed. Williston: Wiley; 2008. Pages: 106-110